café e dores

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domingo, 29 de junho de 2014

Sobre perdas e amassos

Oh, minha pequena, naquela noite de eclipse sentimental eu pude perceber que tinha te perdido. Perdi para um rapaz de ombros esguios, cabelos cor de bronze, que possuía uma fala mansa de quem sabe enfeitiçar mulheres mal amadas. Pequena, entendi que a havia perdido quando vi os versos que ele fez para você, o sacana sabia escrever aquelas malditas palavras boas.
 Não, não sou de elogiar quem fode a minha vida, mas eu não tinha chances naquela luta inútil cuja recompensa era a sua paixão atrapalhada, seus beijos amadores.
Espero com toda a minha alma já corrompida que ele não te satisfaça a plenos punhos ágeis da forma como sempre o fiz, e que no decorrer dos amasso você deseje inconscientemente os meus dedos por debaixo da saia e me ligue às quatro e quinze da madrugada. Vou fingir indiferença mas estarei às quatro e meia no portão barulhento da casa dos seus pais só para mostrá-la que eu tive razão, amanhecerá e antes do último suspiro eu vou partir para ver o sol queimar o meu ego colossal,
acenderei um cigarro desfigurado e o jogarei pelo boieiro antes de tragá-lo por inteiro, pois vou lembrar que você estará se contorcendo no sofá querendo um pouco mais da minha boca vaidosa.

Esperarei pela sua fraqueza, que é maior do que a minha de não poder te amar amanhã, quando eu também perder o tesão.

Um comentário:

  1. Boa noite Gyzelle.. não existem perdas.. existem estados de vibração.. atração e repulsão ..
    algumas pessoas se completam quando juntas outras não se acham nem em si mesmas.. abraços

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