café e dores

café e dores

quinta-feira, 26 de junho de 2014

toca um blues para meu coração bater outra vez

costumava ter um coração polido, suave, calado
mas resolveu caminhar pela rua sem escudos e foi tragada pelo amor por lábios tão ressequidos quanto o deserto do Piauí, depois de deturpada por esse pseudo-intragável-amor sofria de anorexia-cardíaca, pobre coração! resolveu resmungar
pediu demissão. chorou a noite inteira. pesou no peito da menina que só queria passear mais uma vez no coração do marinheiro. o mar azul igual ao céu da tarde daquele dia já gritava mais do que o coração daquela menina. pobre azul que perde para os olhos do marinheiro! ele só queria ser inteiro.
rodopiava ela no chão de palavras. torcia uma por uma até fazer versos risonhos que roubassem a tristeza por não ter mais um coração.
e o marinheiro? esse o mar levou em uma onda revolta porque o azul daqueles olhos acrescentavam a definição de todo blues: infinito.

5 comentários:

  1. Não consigo deixar de ler seus poemas toda manhã, Já virou um vício , foi uma pena ter me afastado, mas foi preciso, pois eu sempre soube que acabaria me apaixonando por você se já não estou. Continue a postar sempre irá alegrar meu coração toda manhã.

    Bismarck

    ResponderExcluir
  2. Espero que minhas poesias sempre te façam voltar aqui, obrigada.

    ResponderExcluir
  3. Fiquei curioso. O Sr. Anônimo das 08:28 se apaixonou pelas palavras ou pela escritora? De qualquer modo, uma paixão em meio à poesia exige palavras à altura. Deveria escrever cartinhas de amor, ridículas, mas sempre lindas.
    Quanto ao texto, em si, não senti a mesma "aura" dos demais. Talvez por eu achar o céu azul, sem nuvens, o céu que mais lembra o tédio infinito, o vazio sem limites. Prefiro as nuvens.

    ResponderExcluir
  4. Anônimo, não costumo forçar o que escrever, acho que cada poesia tem sua aura, alguns mais bobos do que outros, esse texto é mais beirando a infantilidade, como se fosse uma criança narrando um ato. Volte, será bem-vindo.

    ResponderExcluir
  5. Que o azul não desbote, seja que tom tenha...

    ResponderExcluir