quinta-feira, 23 de setembro de 2021

o que fizemos das nossas delicadezas

o livro 
o que fizemos das nossas delicadezas 
está em mãos! 

quero agradecer colossalmente aos que apoiam, creem, leem poesia. em tempos tão delicados, haja poesia, viva poesia. e a quem segura a minha mão pelos labirintos da vida e da palavra. 

você que adquiriu o seu exemplar de "o que fizemos das nossas delicadezas" pela Editora Folheando na pré-venda, saiba que esse gesto é de muita significância, assim você garante que mais livros circulem antes mesmo da impressão. 

estarei ao longo da semana cuidando dos autógrafos, dedicatórias, embrulhos, os marcadores e tudo o que há de bom e exclusivo para enviá-los aos correios com toda a delicadeza que for precisa. 

você ainda pode comprar o livro através do link na minha descrição do perfil (bio) ou entrar diretamente no site da editora: 

www.editorafolheando.com.br 



domingo, 19 de setembro de 2021

canção

quero pintar 
as cores da sua casa 
sair pela cidade 

cantando as letras 
que você esqueceu 
de fazer pra mim

ser o motivo 
do retorno
e não ter lugar 
além de coração 
o enigma 
contigo no amor 
não cabe
na palavra 

sábado, 18 de setembro de 2021

o passado é uma roupa grudada

lembro quando você montou
na fronteira das minhas costas

e falou que o maior perigo do amor
é de ter de carregá-lo, o meu coração 
não aguenta orgasmos múltiplos 

não consegui beijá-lo, pois eu sabia 
que seria pesado ter de desgarrá-los
nossos corpos; nossos passados 

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

as borboletas vinham

o segredo é se esconder 
detrás das borboletas
não esperar o grilo da noite
acidentalmente

as blits pararam a minha rua
agora como vou controlar 
o meu tédio 

a borracha das maçãs
no fio do seu canivete 
carnívoro
devora quase tudo
se não fosse o pecado 

me despeço
porque não sei o que dizer 
porque estou esvaziada 
e não restou 
nem uma uva 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

aqui dentro e apontei para o peito

tudo em nós - 

uma ausência continuada 

as palavras cheiram a coágulos

estendi o lençol vermelho

não reparou? 

esse mês eu fui tardia 

a calçada estendendo 

nossas mãos 

nada firmes

os rostos das acusações 

se mantém 

você me diz que o escorpião 

feriu a sua moral

eu diria que o animal 

é inofensivo

eu digo que tudo em nós 

nos fere e amansa 

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

face do dia

vi o dia amanhecido 
na preguiça 
do teu corpo 

não sei se eu acordava 
ou se espreguiçava 
o meu contorno 

no teu tornozelo
no zelo do teu entorno 

vi o dia nascer 
diante do meu rosto