café e dores

café e dores

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Trague-me!

Sete da manhã e eu ainda não consegui dormir
Ela está em minha cabeça
Sopro do vento
Esmigalhando chances de que eu a deixe

Ventre milagroso foi da mãe dessa fada
Contra versando qualquer chance
De não me apaixonar por ela
Paixão do diabo!
Tão perto de m'alma e tão longe do meu corpo
Menina dos olhos diamantinos
Nas ondas do mar vejo choro noturno
E me afogo nele diante do desespero de tê-la
Olhos d'água!

Posso chamá-la de Minha Lua!
Aquele sorriso perfumado com canela medieval
Fez de minha poesia campo de pequenas e devoradoras violetas
Ela é devastadora como um vulcão a muito adormecido
Acordei-a com um beijo!

Ela é tão só!

Durante a madrugada lá está ela bebendo vinho barato,
De safra ruim
Ela quer tocar a lua

Que boba essa menina és!!!
Não consegue ver que a Lua é o seu corpo
Tão intocável pra mim que sou tão frio
Observo de longe
Sinto medo de perdê-la

Ela tem tantas faces!

(E não sabe que me apaixonei por todas)
 Shhhhh...

Está na hora de dormir, minha menina.
Solte esse cigarro que você coloca na boca
E que tão rudemente traga
Largue esse rapaz que te faz chorar
Você me tem nas mãos

                           À menina Lua