segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Esse sonho é meu

No fundo daquela casa
tão soturna e cheia de angústia
o meu amor se escondeu

Naquela casa faltava alguém
faltava cor
faltava parede
só não faltava dor e uma velha rede

Aquela casa guardava um espelho antigo
e ele refletia a beleza da
fruta amor
madura e viçosa

De tanto amar a casa transformou aquela menina
numa prisioneira
trancou suas portas
colocou lenha na fogueira
chorou e transformou o drama numa tempestade

Essa casa sou eu
insegura e completa
Esse sonho é meu

domingo, 17 de novembro de 2013

Soterrada em silêncio

As folhas desse dia morto
caem a sombra cobre
o meu cabelo
gotas navalhadas
o silêncio

Silêncio
transcrevo em livro

Você não me lê
na estante mofada a voz guardada
sonetos distantes nua
vulnerável espera seus dedos
folhearem versos curvos

Diz pareço insana
cato folhas do chão
para cobrir o livro as noites
em que passa frio
congelado pela frieza coração