café e dores

café e dores

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mariana

Ela consegue ser essa rima que eu não fiz, o título desse poema,
a poesia em cada canto dessa cidade grande demais
ela está no quadro lúdico de Picasso, e nos versos tristes de Silvia Plath
no céu de hoje com poucas estrelas,
e será daqui a dias, a Lua Cheia
Sei que não são todos os que um dia verão aquele sorriso sutil,
que é Sol em pleno inverno
queimando com a ponta de um cigarro o paraíso

Vejo-a escondida por detrás de cabelos curtos,
vestida de sonhos, meia-calça fina
e vestidos que dançam com a primavera um ritmo progressivo
Ela tem pressa de amar,
então carrega o mar nas próprias pálpebras,
em telas tão delicadamente pintadas

Rabisca a solidão que é tão bonita nos braços,
no violão desafinado
e nas paredes líricas do quarto

Ela me contou dos seus segredos,
e de alguns medos
capazes de narrar fábulas e enredos sobre si
e se me atrevo a escrever o mínimo de tudo o que ela é,
coloco a culpa na licença poética
estampada nos
olhos de galáxia dela

3 comentários:

  1. Muito lindo....
    G.G..... olhando tuas iniciais.. o ponto duplo G da poesia....!!!

    ResponderExcluir
  2. obrigada, querida!
    tão bonitas as tuas palavras :)

    ResponderExcluir
  3. Ah, Gyzelle. Não sabes o prêmio que foi ler teu escrito olhando o mar :}

    ResponderExcluir