café e dores

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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Foda parte 2.

Enquanto me esfregava entre os dedos, meu corpo rígido fazia folia, rangia, hesitava, até que um jato desordenado lhe sujasse os dedos por dias. "Não fode", escrevia. E me fodia enquanto não esgotasse a última gota que eu tinha. Era êxtase e pressão enquanto dávamos fim ao dia. Desfilava lisa por suas mãos escorregadiças e lábios e me mordia com afinco até que fizesse rachar as laterais do meu esqueleto. Suspira. "Me fode", eu sabia o que ela pretendia. Prensada entre dois dedos afobados, mal notava o desenho corrido; era capaz de pulsar com tamanha pornografia. 

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