café e dores

café e dores

sábado, 27 de dezembro de 2014

Um paraíso infernal que se chama Rio de Janeiro

Ah, porra
ainda não dormi e estou aqui
trabalhando por um futuro
provavelmente mais medíocre do que
posso medir com as palavras
essas poesias vão amenizando cada
dia estupido de volta pra casa em
meio a esse trânsito angustiante de
Gávea ao bairro Humaitá
o suicídio está mais distante do que
o ano novo, você consegue captar o quanto isso é sufocante?
esdrúxulas luzes quentes e coloridas
como é escroto esse calor do Rio de Janeiro...
algum dia ainda decapito Cristo
maldito motorista que não para
em frente ao meu prédio
malditos correios, carteiros, encomendas as quais não recebo
esses 41 graus devem ter sido
enviados pelo satanás maldito
só porque nós botamos toda a culpa nele...
algum dia ainda anoto essa placa e
denuncio aos direitos humanos por
me fazer sofrer
é mais fácil botar a culpa do meu ódio
universal no bendito satanás
do que em você


2 comentários:

  1. Eita inspiração bendita, esta tua, Gyzelle!
    Bjoo'o

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  2. O futuro é a poesia, substituindo esse marketing sem sentido e sem enredo ... você sabe, essa inspiração mal dita, cabe em toda mente quando dita bem, cabe um poema num vinho, numa caixa de pizza, num pacote de massa, numa bandeja de tomates, poesia une, mais que televisão que vai absorver poesia, como mais uma razão de ser.
    Beijo em tuas mãos, minha alegria.
    Quid

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