café e dores

café e dores

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Homicídio

Repouse seus ombros cálidos em meu colo nu
como se não temesse o destino,
finja que será eterno enquanto sussurra que me ama
e clama que eu seja sua

Você notou a grandeza da Lua?
nada é mais doloroso,
esse futuro solitário que escrevi pra mim
não há papel para você
além daqueles rasgados que repousam no aterro sanitário

Noite escura, eufemismo e pleonasmo
nada vicia mais do que você e sua sina
saiba que eu sou assassina
matei outra vez o amor

2 comentários:

  1. Meio triste, meio sensual, instigante.
    Muito bonito!! Já te sigo!

    beijoo'o
    flores-na-cabeca.blogspot.com.br

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  2. Consegui te sentir nesse poema, dolorosamente bonito. Pode matar o amor, só não deixa tua poesia morrer.

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