café e dores

café e dores

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Quarto andar

16-11-14

Tem uma traça ao lado da cama recebendo o calor artificial do abajur, implorando amor sem se mover, posso ouvir seus gemidos a me puir os sonhos.

Tem um homem me ligando, querendo um encontro, mas como posso ajudá-lo se o que mais estou é perdida?

Na arte dissimulada posta em minha parede tento decifrar o sorriso plagiado de Mona lisa, ou o Infinito Particular de Yayoi que tanto me alucina.

Conto aos cantos o meu desencontro quanto às cores bregas dos edifícios. Quanta discrição. Quanto silêncio no elevador.

Já basta de esconder nossa dor. 

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