café e dores

café e dores

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ilha

Como numa amnésia súbita
Nego a poesia dos cantos metropolitanos
Raízes saltadas de praças
Me submetendo ao ócio
De uma poesia desconhecida

Transito a mergulhar na rotina
Seis horas embargadas
Sentarei a escrever um poema
Os escritores sempre tem algo a dizer
Eu não
Eu não sou

Cavalgo serena num cavalo de máquina
As engrenagens toscas
Esse céu forte visto do terraço
São cores de um imaginário

A poesia desconhece o poeta

Um comentário:

  1. Não vou comentar, tu não quer isso quando renega o que tu és,penso que tu quer, que eu beije teus cabelos;
    pronto, beijei!
    E amei isso, tanto quanto amo a força no teu útero nos teus poemas.
    Bom fim de semana.

    ResponderExcluir