café e dores

café e dores

domingo, 6 de dezembro de 2015

ensaio sobre o movimento

quando você dança em cima do meu peito
eu sinto como um calafrio um zumbido
de cada trovão que colide lá fora
e aqui dentro é quase um moinho
tão veloz que juro parece vulcão  
mas não tenho medo dos anúncios
do comércio abrindo mais cedo
se pontes são insuficientes
porque acho que ninguém me alcança
nem a morte
nem o medo e o amar
esse é mais um motivo do ritmo
e mais uma rima um desvio
decorei os passos
batuque cansado disritmado
inventaram palavras ausentes
enquanto o vento cantava com frio
mais um motivo
só mais um porquê
nem a morte chega
mas quem se importa?
a chuva afogou os planos
há motivo pra danos enquanto danço
e o coração dispara
morte lenta
uma bala:
é doce o balanço do mar

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