café e dores

café e dores

quarta-feira, 25 de março de 2015

O que seríamos se fôssemos?

o que seríamos se além de poesia, fôssemos também cores padrões e bandas alternativas? é falta de amor aquilo que me faz enviar diálogos embriagados de cerveja barata. não suma antes de sermos o que nunca seremos pois há um filtro dos sonhos te declamando uma madrugada que vibra com o cheiro impregnado nas pontas dos meus cabelos. é cheiro de fumaça, de saudade, de despedida. é disso que falo quando te escrevo fingindo exaltar o caos da cidade que me engole todo o santo dia

e de santidade só o seu nome surrado que sustenta milhões de fracassos...
o que seríamos se fôssemos?

haja analgésico para esse tornado de versos deixando pedaços avessos do que são as coisas cruas assim como as minhas feridas virando manchete de blog. o que seríamos se voltar para casa fosse a única opção e as baratas estivessem extintas? se os olhos recitassem o remorso por serem tão miúdos eu me lamentaria por ter tudo a dizer enquanto finjo que existo

em mim nós existimos 

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Te ler me dói sempre, porque tua poesia está sempre tão conectada à minha. Como se um fio de esperança interligasse nossos corações partidos de poetisas fracassadas.

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  3. te ler é como chorar
    eu sangro um pouquinho mais em cada linha tua
    você é fantástica

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  4. Gyzelle, essa poesia tem o perfume sutil das violetas e a mesma delicadeza dessa flor em todas as suas cores. Penso que se vocês fossem, seriam versos, "jardineiros fiéis" cuidando de nutrir com ternura, essas flores.
    Beijo tuas mãos com alegria,
    saudações.

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  5. Eu choro saudade, angústia e despedida te lendo. Sinto que o caos já faz parte de nós há muito tempo...
    Bjo'o

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