café e dores

café e dores

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Minha primavera a(dor)mecida

O sol gira em torno dos seus olhos
Olhos estranhos de tanta boniteza
E brinca com sua alegria momentânea
Ofertando-te uma dança da primavera.

Você é minha primavera!
E eu fiz um jardim em sua homenagem
Flores tolas e encabuladas.

Toca uma canção de ninar
E eu novamente sinto meu coração pulsar fortemente
Você sorri da minha embriagues de amor
E aparece borrachinhas azuis em torno desse sorriso de criança
Invejo-os com a força de um meteoro sem rumo.

A escuridão chega silenciosamente
Ela tem medo que você a rejeite e vomita estrelas incandescentes
E a lua aparece recitando um réquiem de morte
Mas toca gentilmente uma valsa e ela chama-te para bailar
Escuridão suicida-se no fim da madrugada
Enquanto toca as badaladas de um relógio sanguinário.

Apaixonei-me com pouca serenidade
E abandonando a filosofia da presunção suplico-te que fique
Confie nesse castelo de sonhos que tricotei nos dedos para você
Traçados durante as noites quentes e geladas
Noites que adoeceram-me.

Uma canção dormente entra navalhando pelas janelas a alma
Somos um espelho de uma vida penante
E serei enfermeira dos seus medos morfinados
Lamúria-se e beijo sua nuca suada de perfume amadeirado.

Você é sempre tão triste e cheia de névoa
Que sobre uma estrada efêmera eu almejo seu corpo débil
Fantasio uma cortina tênue de felicidade e peço que segure minhas mãos vazias
Pego-me cantando novamente breve canção de ninar
E faço sua dor adormecer.

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