café e dores

café e dores

terça-feira, 10 de abril de 2012

Distante donzela

Ela tinha cheiro de alfazema nos louros cabelos,
Catastroficamente em teu seio vi m'alma feliz
O luto cegou os olhos meus.
Vi  meu corpo deitado sobre o caixão;
Suicídio por causa da desilusão.

Se tinha a plena certeza do amor
Morria por saber que envolvia dor.
Noite tanto, tanto brilhou
Perto daquela donzela, nada era.

Das rosas bonitas do verão amargo que colhi,
Donzela era a mais exalante que senti.
Das pedras duras que pisei,
Donzela era a mais preciosa e fria que amei.

Nada existe, só meu amor e o cheiro da flor
Flor donzela.

3 comentários:

  1. Esse poema me faz lembrar de grandes amores que tive, onde Amor e rosas era o pincipal dedicado a ela

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  2. Li teus textos e gostei. Tu sabes trabalhar bem as palavras. Há muita poeticidade no que tu escreves.

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  3. É uma honra o elogio de ambos, estou grata.

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