sábado, 14 de abril de 2018
Sei-Lá
Talvez tentando salvar a mim mesma ou alguma coisa, tenha parado pra escrever, sobre as coisas que me fitam de modo abstrato nos olhos; até sobre o magico que abriu o jornal e jorrou sangue, as crianças achavam que era mais um truque; foi quando vi os bois enfileirados e pareciam planejar um modo de virar o jogo; foi tentando tragar mais um cigarro que torrei a mente com mais de 4.700 substâncias quimicas; foi fazendo sinal de fumaça que botei fogo ao rosto; e agora me diz o que você vê? além do cinza diziam que os biscoitos cozinham amanteigados; foram mais de 24 avisos e sabe, o quanto aguardei contato e sabe, foi muito tarde pra saber que esquecia; Desse modo que a gente finca o pé na areia aguardando seguro; Desse medo profundo, que a gente sabe por onde, e sabe-se lá se sabe...
terça-feira, 10 de abril de 2018
Marcella
Aprendo a ti com suavidade
Desfruto teus versos
Escrevo a ti desprevenida
Declamo teu gesto
O lábio cereja
Fruto poesia
Há vezes que te leio inteira
E depois degusto e de novo
Posso te reinterpretar Todas as vezes
Desfruto teus versos
Escrevo a ti desprevenida
Declamo teu gesto
O lábio cereja
Fruto poesia
Há vezes que te leio inteira
E depois degusto e de novo
Posso te reinterpretar Todas as vezes
Fiquei nervosa pensando no quanto ficava nervosa, e o que me vinha era vontade de rasgar o verbo, bem à frente, um verbo daqueles supostamente bem feito
Minha alma tem um pouco daquela vivacidade que assistia o corpo desfeito
Desde que saí de um lugar desconhecido, que me tenho perdido. Mas é que já me encontrei perdida, e fico nervosa quando me perco.
Faz tanto sol em meados de agosto, e gosto quando chove desprevenido bem chuva de verão. Mas tem dias que é só tempestade, sabe daqueles acessos, faz dias que são assim, mas não lamento o poder da natureza, não há mal nisso, e por isso sei que experimento a alegria como um estado de permanência
Pra fazer menção de que estou viva, publico fotografias, imagina as paredes de uma casa, tudo vermelho, o que você vê? Olha bem pra dentro dessa casa. Descreve pra mim esse sentimento.
Você também se sente perdido, eu sinto. Podemos sair e tomar aquela brisa que faz gostoso em agosto. Gosto desse gostar tranquilo. Mas é
O impossível que não tenha notado que alguma coisa aconteceu, considerando a hipótese, sei lá. Fica difícil dizer que não aconteceu, ou não dizer.
O impossível que não tenha notado que alguma coisa aconteceu, considerando a hipótese, sei lá. Fica difícil dizer que não aconteceu, ou não dizer.
sábado, 7 de abril de 2018
cárcere
hoje estamos presos
é bem verdade que vi o olhar da criança
e elas correndo esparramando o litro
é que hoje a gente acorda
e sabe que está preso
sem ver sentença apenas presos
abrir os olhos e fechar
as crianças gritando alguma coisa
que a gente deixou de dizer
estaremos livres quem sabe amanhã
mas hoje estamos presos e você sabe
assim como eu e todo mundo
é bem verdade que vi o olhar da criança
e elas correndo esparramando o litro
é que hoje a gente acorda
e sabe que está preso
sem ver sentença apenas presos
abrir os olhos e fechar
as crianças gritando alguma coisa
que a gente deixou de dizer
estaremos livres quem sabe amanhã
mas hoje estamos presos e você sabe
assim como eu e todo mundo
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Saudade
Febre olhar enredado na colcha de rosa
Voltara-se fervilhada a estação
Sentia murchar das dobras do tecido
O restante de vida enrubescida
Apelara aos modos mais distintos
De pulverizar o sentimento embotado
Se por ventura ousada queimadura sob as chamas
Era de modo alvoraçado a quentura
A lhe cobrir até os pés
Tossia de modo impertinente
As cinzas que lhe cortinavam o corpo
Debruçada na mantilha da noite
Tardara a descobrir que se chamava
E de faísca conspirava o próprio nome
A chama inomeável
No intervalo das manhãs ferventes
Era relevante o engodo a chuva e o orvalho
Cantando-lhe sob o corpo sensações
Sentir-se flamada de verão
Desejava apagar em meio ao tempo
À qualquer exaltação de calor
Como quem nunca vira luz
Sentindo-a ferver
Dormitava feito botão fechado
Desfechos; sonhares calorosos
Fulgorava tarcituna no leito dos olhos
Bastava abrir ou fechar
E o tic tac
Era chegada a hora!
Inclinava-se que velasse em repouso
Soprar a porta um estrondo
Ergueria o corpo feito sol de domingo
Acendida pelo baque
Era bastante que surgisse
Assim como de repente lambendo
Toda incerteza de acordar aguardada
Raiar de um dia tua chegada
Voltara-se fervilhada a estação
Sentia murchar das dobras do tecido
O restante de vida enrubescida
Apelara aos modos mais distintos
De pulverizar o sentimento embotado
Se por ventura ousada queimadura sob as chamas
Era de modo alvoraçado a quentura
A lhe cobrir até os pés
Tossia de modo impertinente
As cinzas que lhe cortinavam o corpo
Debruçada na mantilha da noite
Tardara a descobrir que se chamava
E de faísca conspirava o próprio nome
A chama inomeável
No intervalo das manhãs ferventes
Era relevante o engodo a chuva e o orvalho
Cantando-lhe sob o corpo sensações
Sentir-se flamada de verão
Desejava apagar em meio ao tempo
À qualquer exaltação de calor
Como quem nunca vira luz
Sentindo-a ferver
Dormitava feito botão fechado
Desfechos; sonhares calorosos
Fulgorava tarcituna no leito dos olhos
Bastava abrir ou fechar
E o tic tac
Era chegada a hora!
Inclinava-se que velasse em repouso
Soprar a porta um estrondo
Ergueria o corpo feito sol de domingo
Acendida pelo baque
Era bastante que surgisse
Assim como de repente lambendo
Toda incerteza de acordar aguardada
Raiar de um dia tua chegada
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