Arquitetando ruínas
Ferindo o semblante entorpecido
Esse instinto me intitula carcereira
De uma fome que me consome
Como dói o poema!
Coagulado no deslize pela garganta
Embargando o que nem sei dizer
Porque é belo e lúdico
Nunca ousei tocar
Porque é esdrúxulo e sublime
Mesmo que o céu casto persista mudo
Na neblina trancafiada dos olhos
Meu corpo é arquitetura dos versos
E dormita em plácido horror
À espera de um instante em harmonia