quinta-feira, 17 de maio de 2018

Caderninho azul

Esse caderninho azul é tão manhã 
assemelhante assim ao céu das seis,


Esse grafite é frágil
quanto os amores que tenho criado,

Desde que hospedei a solidão no quarto,
quarto andar

Atrasei fonologia, roí as unhas que guardei para o dia
que esbarrasse com o carteiro no último banco do ônibus azul

O azul me esquenta

Caminho, e acima da cabeça, algumas aves
aquelas quais não sei especificar,
mas que parecem nadar no azul pacífica angústia imoral

Você também navega no meu caderninho azul,
imenso de manha quanto o céu da sua boca 



quarta-feira, 16 de maio de 2018

se for pra ir eu volto

tomo pra fora uma camada laranja a textura da tarde, prefiro o café de jejum, o corpo despreparo, tem alguma coisa for a do ângulo. rasgo folha de carta carta escrevo uma outra, de repente digo aquilo que devia ter dito, não volto mais atrás, lá distante se a gente se encontra digo volta. tem das miudezas as maioridades, o dom de proclamar tragédias e caprichar na palavra. não voltava atrás. agora diz por onde vai? se não for tarde demais.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

baião de dois

podemos prever juntas
nossos futuros,
ir à feira tardezinha
desfrutar das frutas
na mesa da sala
cozinhar arroz dia sim,
dia não

contigo
cozinhar é carinho
é dengo estar contigo
chuviscar o feijão na panela

vão dizer abobrinhas
entre o espaço
do trem e a plataforma
vamos chupar muitas uvas
e roer rapadura
e vou cutilar suas unhas
minha heroína

te dizer da rebeldia de agora
de um modo carinhoso
porque desse desjeito
é a gente se amando
só de olhar
só dos olhos

a gente vai falando
assim desjeito
feito sanfona cantando de noite
de manha a gente se ama

basta te olhar e vejo
todo o sertão colorido de si
que é bonita alegria posso
até imaginar a gente lá
na frente dançando

quinta-feira, 10 de maio de 2018

014

borrei teu nome nos versos
só pra gritar a bagunça urbana
que tu deixava em mim

no corpo grafite
rascunho indiscreto
assinado pela tua língua mundana

bebi dos lábios café
todo o líquido me abraça insônia

é que me borrava
no queimar de bocas profanas

até ficar completamente assim desnuda

na ânsia o corpo dizer
da paisagem abrir os olhos você 

410

Cheguei al auge.
Do.q7e pode.se.dizer.Walmir 
 Fontoura pode.ser diEr tanto 
Tanto.que.se faz.ah.sei urso.ou luxo 
Faz.tempo que.a.gente.se.vê.r.se.se.Faz.
Ah.desculpa.por.tropeçar.nas.intenções 
Faz o tempo 1ir se.Faz assim
Comi.2Ken sabe se e.é foi 
Desfilaram olhar caso um 
Fornecensino 

Acorde

O acorde de início quando a gente dormia.

Assim feito os goles de cachaça
o mel que a gente melava metade do corpo
ou parcialmente tudo,
ou quando se corria e morria antes de chegar.

Na praia, por terra, em qualquer lugar de harmonia.

É ali o lugar que a poesia podia se formar,
então pensei em dormir de novo,
em algum lugar exposto em teu corpo,
ciente de que alguma hora acordaríamos
"um pouco da realidade"
sabia que não vinha em doses amenas.

Dilatado, quaisquer pedaço, inexplícito
e bem ali, onde se espera poesia, corroía o dia findar.
Dormia aguardando algum dia despertar
melado, ao teu lado. 
tento outro poema/
por vez
é mera distração 
dos fatos 
as rimas não brotarem 
feito as plantas incubadas 
na varanda de Sol ate as 15h 
e mesa para fumar 

mas feito ciclo do infinito
Ou teoria Divina imagina só
Uma tela de Virgot
À'la construçiõn de Jôh 
tento de novo e de novo de novo/
novamente

desistir me parece 
aquele fim que ninguém esperou 

e bem que decidi prosseguir
confesso 
quando vi os olhos 
de esperança/espera/
no rosto de minha velha 
parecia enfim

ainda não findou a mim