domingo, 30 de maio de 2021

receptáculo

guardo 
o suor 
debaixo 
do peito

à paisana
a terra 
afunda 

no eixo 
das palavras
-chave 

assisto 
à queda 
dos peitos

guardo 
o meu coração 
em um continente 
frágil 

Um comentário:

  1. Teu continente aparentemente é onipotente como teus versos, na tua poesia são: um amor desses para sempre, em cada coração e na imaginação, de quem te pretende entender. o que eu sei, é que te pretendo: como quem ama além dos próprios olhos e sente quieta a dor dos outros.
    Gosto de dizer que te amo e que os anjos nos protejam.

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