café e dores

café e dores

sábado, 27 de junho de 2015

Você gosta disso e eu com as palavras me reviro

eu te procurei pela cidade

mesmo só sabendo o seu nome e querendo morar

em cada curva do seu j

e te quis como se a lua não fosse me esquecer mais tarde

porque não tenho vista panorâmica de seus olhos mas tô paranóica sim

usando palavras pra cessar o sufoco

ufa é pouco

ter você seria o meu alívio

porque há um grande risco

de sermos reescritos por tradutores automáticos


na curva do seu sorriso

eu quis fechar parênteses pra ver se esclarecia nosso contexto inexistente

mas isso é licença poética dê-mais

no ponto eu te dei um fim

porque não tenho aspas pra voar contigo


no início da rua eu encontrei
a sua janela
não era em sua casa que eu pretendia morar

3 comentários:

  1. Gyzelle Góes, tu é um mundo de criação e inspiração. Tu me parece um mundo à parte ... terno, breve e alegre.
    Abraço.

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  2. "porque há um grande risco
    de sermos reescritos por tradutores automáticos"
    Uma bela metáfora num excelente poema.
    Bom fim de semana
    Saudações poéticas

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