café e dores

café e dores

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Felina

Detrás de cabelos enredados
Dos lábios úmidos e levemente pigmentados
de tom escarlate cor de vinho tinto
Da voz devaneadamente erótica
Escondia-se A felina.

Por dentre olhos pincelados
mesclagem de avelã e caramelo
Do sorriso que ao se abrir, iluminava as trevas neblinosas
As maçãs do rosto gentilmente afogueadas
Os pelos do braço dourados pelo sol refinado
Existia A felina.

Detrás da brutal pureza de suas feições
Da assustadora sedosidade da pele que
no vislumbre da luz eriça a cabeça dos homens torpes
Da sagacidade com a qual se portava
Estava ela.

Quem era?
Capaz de destroçar
a ferida que apesar sangra
como se chorasse de pena dos pobres camponeses.

Estava ela com seu batom desenhado dos lábios
O vestido de festa
Pronta para se alimentar.

2 comentários:

  1. Quando a bela sai a caça, qualquer forma de vida torna-se presa.

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  2. muito bom o seu blog e seus poemas!

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