uma chave na mão e o corriqueiro suspense entre a dobradura ventilada dos pulmões carbônicos. tudo é molécula entretanto vi na lagoa um brio ensebado que caso contrário fosse apenas modo de imaginação em ativo por necessidade de matéria, não criaria dúvida. existe quase tão em rasgo então o escasso encontro espaço pra se expressar - assim ágil. noto a falta de horas enquanto os olhos aglomeram o relevo dos números, tais quais adjuntos às vezes que traíram o sono no intuito desse café pela manhã. não é sentido, veja bem, tanto quanto àquelas estradas, palavras seguem rotas. é seguro, desacredite no que exprimo, força pasma gera falsa sensação de estabilidade. Durmo, não durmo, escuto os meus pensamentos e enquanto escrevo? E então? Novamente perguntas. caso queira o destino (creio usar as palavras certas) me submeter à vontade de não bater a porta - Realmente não bato, nunca houve.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
domingo, 28 de agosto de 2016
sentir é inundar um barco que navega em pleno mar pacífico
cristais sob as águas
é um caminho distante e viela
cheia de lixo muvuca de gente
suruba de fome enquanto indigestão
vapor azulado
penso e o coração em pacto
de frente pra colisão
é um fluxo quase convulso
palavras marchando por mãos
só naufrágio estrela em fuga
seguir meu coração?
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Linha 4
na solidão transacionar a rádio
portas encostadas sem trancas
compor melodia no violão
não é discurso sóbrio quanto às noites
de um esquecimento póstumo
embora seja o fator principal
as praças convergem
em nós
d e s c o n h e c e r m o s
ouso tocar só no flagelo sentimento
que inflama incubado
em nós
e preza pelo zelo das mãos
é que tristeza tem nome, face e endereço
contudo se manifesta indiferente
sofrendo aborto simultâneo
em campo infértil onde paira o sol
é que tristeza me faz companhia
mas me sinto só
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
me cubro de palavras como os lençóis os dedos
quarta-feira, 20 de julho de 2016
terráqueos
sexta-feira, 15 de julho de 2016
entrada
estocada
essa faísca
figura
eco de uma invasão
o buraco estreito
só há passagem
de ida
e volta
volta pra casa
a geladeira tem água
estoque
de tudo que vive
e só existe
procura no fundo do poço
toque
nem telefone ou campainha
é batida de punho
na madeira maciça
domingo, 3 de julho de 2016
dór émim fásol lá sim
4:20 ou seis e dez
que dia é
penso
estado de graça
mas quem sabe amanhã
quem sabe oh pai
nunca fui de prever aspas
tempo atrasa
é hora de trocar mobília
as estantes cresceram
e os relógios
buzinas triplicam
enquanto as contas injuriadas
amanhecem
oh céus
hoje faz tanto sol
