perpétua, como ressuscitar
uma língua morta?
criar um novo sinônimo
capaz de adiar
a dureza
dos ombros franzindo
leio um poema que parece ser infinito:
o desassossego da sua língua morna.
os olhos enferrujados
e o coração
fez o uivo
de um pneu perfurado
na Avenida Atlântica
essa voz mecânica: alô? quem fala?
eu só queria que esse poema chegasse
até os seus ouvidos