e elas ainda resguardam
o semblante afobado
do teu corpo diurno,
há dias, o líquido de um Sol
que não se pôs na sombra.
os olhos enferrujados
e o coração
fez o uivo
de um pneu perfurado
na Avenida Atlântica
essa voz mecânica: alô? quem fala?
eu só queria que esse poema chegasse
até os seus ouvidos