azul no céu, jurei que era o reflexo
atropelado do teu olhar que
me espreitou.
o poema se encerrou quando,
sem reflexo, o menino de bicicleta
na faixa de linha azul no chão
me atropelou.
os olhos enferrujados
e o coração
fez o uivo
de um pneu perfurado
na Avenida Atlântica
essa voz mecânica: alô? quem fala?
eu só queria que esse poema chegasse
até os seus ouvidos