do teu olhar arquitetônico
me ponho à espreita na posição
de uma felina de mármore.
harmônico, suspeito
das tuas palavras:
de pedras lapidadas
enfeito o meu pescoço.
os olhos enferrujados
e o coração
fez o uivo
de um pneu perfurado
na Avenida Atlântica
essa voz mecânica: alô? quem fala?
eu só queria que esse poema chegasse
até os seus ouvidos